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5 de outubro de 2011

O mundo dá voltas...


Vez ou outra, penso na natureza cíclica da vida que nos faz colidir com os nossos medos mais íntimos. Outlander tem tantas reviravoltas e uma vasta quantidade de exemplos sobre quando a vida nos coloca diante de dilemas. Será a vida um jogo de cartas marcadas?  A mão do destino é determinismo ou livre-arbírtrio? Enquanto escrevo, não penso em Jamie e Claire. Penso em Frank. No primeiro livro, ele opina sobre adoção e... oh céus, como fica patente o quanto não sabemos nada da vida!
Eu não iria me sentir bem em relação a uma criança que não é...bem, do meu próprio sangue.
O ser humano sempre teve dificuldades em compreender as coisas que são invisíveis aos seus olhos. Mas bastou uma passada d'olhos em um lindo bebê - que não era do seu proprio sangue - para Frank se entregar por inteiro. Quem diria, ele se tornou um paizão. E hoje relendo O resgate no mar, eis que me deparo com a seguinte declaração de Claire: O destino de Frank era Brianna. Simplesmente de arrepiar. Pessoalmente, acho que a Brianna foi o passaporte para que Frank pudesse viver a vida de maneira profundamente emocional. E sim, eu acredito no livre-arbítrio. Frank teve sorte em poder escolher a filha que teve.

29 de setembro de 2011

A viajante do tempo de Diana Gabaldon (Resenha - livro I)

Caros outlanders, falei que minha ação no blog se resumiria a escrever posts curtos, mas não posso me furtar a registrar minhas impressões sobre a obra. Entendo que para quem não conhece a série, as resenhas servem como um caminho introdutório muito útil. Sendo assim, eu me rendo e volto atrás no que disse. Essa resenha foi feita há muito tempo, porém ainda resume fielmente os meus sentimentos com relação a obra. Estou preparando resenhas dos demais livros da série. Aguardem!

  

A Tathy e a Lili, ao me avisarem tão gentimente da chegada de Os tambores de outono, abriram o precedente para minha compulsão Outlander. Eu me rendi, não resisti e, portanto, aqui estou eu visivelmente transtornada...rsrs Sendo assim então, vamos lá! Fazer o quê?

A viajante do tempo é uma narrativa incomum. Se você pensou o contrário, por favor, revise seus conceitos, rompa com a tradição e parta em busca de uma cópia desse romance fantástico.

Um aviso de antemão: essa postagem será longa. Portanto, se o tempo é parco e os afazeres são muitos, sugiro que volte em hora amena.

O primeiro livro da Série Outlander nos apresenta Claire Randall às voltas com um casamento sem quaisquer resquícios do viço do amor. Situação essa atribuída à deflagração da Segunda Guerra Mundial que obrigou a ela e seu marido, Frank Randall, a viverem separados um do outro. Frank seguiu para o Treinamento de Oficiais na Unidade de Inteligência e Claire foi encaminhada para o treinamento de enfermeiras. Com o fim da guerra, ambos se reúnem novamente e partem para uma segunda lua-de-mel em Inverness (Escócia) para recuperarem a intimidade perdida em virtude dos anos de afastamento. Nos dias que se seguem, a lua-de-mel não se parece em nada com um idílio amoroso. O período de adaptação dos cônjuges está mais propenso para uma atualização acadêmica de Frank do que para o prazer recíproco. No entanto, a tônica do “não custa nada tentar” parece reger a união de Claire e Frank.

Atentos às festividades sagradas do advento de Beltane, o festival da primavera, os mistérios pairam no ar evocando lendas que se manifestam em fenômenos inimagináveis.

Tais fenômenos sinalizam que os problemas do casamento são disparadamente pequenos se comparados à situação inusitada e mística com que Claire se depara quando adentra o domínio do centro mágico de um círculo de pedras conhecido como Craigh Na Dun ou colina das fadas. Mediante um acontecimento extraordinário e inexplicável, Claire atravessa as pedras transportando-se para o ano de 1743 onde se acha no meio de uma escaramuça violenta da época. E é aí que a história conquista o leitor de vez tornando a tentativa de desprender-se das 732 páginas do livro um evento tardio e vão.

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Porque Claire viajou no tempo? Como ela é afetada por tal evento? Só ela pode atravessar as pedras? Tais perguntas, com exceção da terceira, não são respondidas no primeiro livro. Eu, particularmente, não acho que a grande questão do livro esteja centrada no propósito da colina das pedras visto como um canal de passagem. Acho que a viagem no tempo implica, sobretudo, na indagação acerca da possibilidade de Claire alterar o curso da história. Questionamentos que ela própria se fará não sem travar um embate interno bastante conflituoso.

Mas, antes disso acontecer, ela passa por muitas circunstâncias acidentais. Sem perceber, ela se adapta aos costumes da época e tem oportunidade de conviver com Jamie Fraser no Castelo de Leoch onde é constantemente vigiada, a mando de Collum Mackenzie (tio de Jamie) sob suspeita de ser uma espiã inglesa. O problema, é que, aos olhos dos ingleses, ela também é suspeitíssima. Então, para salvar-se de ser torturada pelos ingleses, casa-se com Jamie. E assim, se instala o conflito da protagonista: voltar para o seu mundo de origem ou permanecer ao lado de um homem que se torna a cada dia mais apaixonante?

Sua vida de casada com Jamie é repleta de aventura, medos, embates bem como de um amor mais forte e incontrolável que o tempo (afinal o Jamie em si é um acontecimento, né). Diga-se de passagem, uma vida bem diversa da que tinha ao lado de Frank.

Aventura x Monotonia... Banhos gelados x Banhos quentinhos...ou seja, uma vida D.J (Depois de Jamie). Qual a sua escolha? Unidunitê, salamêminguê....rs

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E temos, é claro, um dos vilões mais odiosos de todos os tempos que rivaliza com a mocinha pelo amor do mocinho. O cara é obcecado por Jamie de uma maneira desvirtuada e sádica. Black Jack Randall. Um ancestral de Frank Randall. (Mais essa para o infortúnio da sorte de Frank, coitado). A afinidade é apenas consangüínea pois, em matéria de caráter, digamos que Frank: 10, Black Jack: 0.

Aliás, uma das passagens mais difíceis da trama ocorre por força da obsessão de Black Jack por Jamie. È de sangrar o coração!

Falando em personagens, impossível não perceber os contornos multidimensionais com que Gabaldon os pinta. Eles são cheios de camadas multicromáticas. Nunca maniqueístas. O que nos poupa dos temíveis clichês. Jamie e Claire estão sempre a nos surpreender.

Jamie, um sujeito grandalhão cujo tamanho e intensidade do coração suplanta sua estatura. Meigo, muito meigo. Capaz de soltar, sem artificialismo, frases que beiram a ingenuidade. A verdade é que Jamie nasceu livre. Talvez, seja por isso que o Black Jack lhe dedica essa compulsão desarrazoada pois nunca poderá escravizar a alma de Jamie. Quase conseguiu. Mas, havia uma Claire no meio do caminho...Voltando ao Jamie, bem, ele parece sempre englobar, em qualquer ação ( seja no seu amor por Claire e por sua família, seja em suas responsabilidades como chefe dos Fraser) uma oferta de amor e sacrifício. Em outras palavras, como o cara é passional! Em cada um de seus atos temerários me vejo gritando exclamações, murmurando dúvidas, assinalando minhas reticências mas, sempre, temendo um possível ponto final porque Jamie dá um trabalhão.

Claire é a personificação da natureza pragmática até nos cabelos. (Imagina se ela vivesse nos ditames da escova progressiva!!!) Ela é também matriarcal sem deter título algum que lhe confira o domínio de um clã. Sua fibra e força são notáveis, principalmente, quando pesamos o fato de que suas habilidades curandeiras eram tidas, na época, como uma espécie de cancro para sociedade. A despeito disso, ela não se esconde, exerce suas competências medicinais como se dispusesse de todo arsenais modernos de sua época. Sempre achei o Jamie mais passional que a Claire. Talvez seja unicamente impressão. Afinal, o que ela faz para resgatar o Jamie da morte é uma declaração de amor total ainda que notemos vestígios do fator racional de seu ser, pois tudo o que ela faz é quase sempre sob o ponto de vista prático. Enfim, uma mulher admirável que não consegue mentir nem para si mesma. E o que é melhor: não padece daquelas bobajadas aguadas de "será que ele me ama?"...

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Ao término do livro algumas questões persistem e nos instigam a procurar informações nos demais livros da série. Eles também são extensos mas, suas páginas voam a toque de caixa. Créditos merecidamente concedidos a Diana Gabaldon, nossa exímia contadora de histórias.

Série Oulander

A viajante do Tempo
A libélula no âmbar
O resgate no mar (parte 1 e parte 2)
Os tambores de outono (parte 1 e 2)
The fiery cross
A breath of snow and ashes


18 de agosto de 2011

L'Heure Bleue



(...) Peguei o frasco de L'Heure Bleue e despejei uma boa porção na palma da mão. Esfregando rapidamente as mãos antes que o perfume se evaporasse, passei-as pelos cabelos. Despejei mais um pouco na escova e penteei os cachos para trás das orelhas. (...) Frank iria gostar, pensei. L'Heure Bleue era sua colônia favorita. - p.23
 
L'Heure Bleue. Traduzido do francês: Hora azul. Pode ainda significar o crepúsculo a tingir o firmamento de um matiz frio de azul. O perfume foi criado há 100 anos por Jacques Guerlain. Sua composição integra anis, bergamota, cravo, flor de laranjeira, heliotrópio, rosa búlgara, tuberosa, íris, baunilha e almíscar. O efeito produzido é romântico, misterioso, triste,  melancólico, contendo ainda um tom de elegância calma.

Nos períodos de guerra, em razão do racionamento, era luxo ter um frasco desses aí. Claire chega a comentar isso. Diante desse quadro, é possível imaginar as belas damas com seus chapéus clochê  despedindo-se dos amados que lutariam as mais duras das guerras. A emanação aromática neles impregnada atuaria como um doce beijo de adeus ao cair da noite. 

L'HB, dizem os entendidos, é completo e rico para ser uma coisa só. Mesmo porque o segredo de sua fragância não se revela à proximidade de uma superficial "snif". Ao contrário, impõe respeito. Ora, não haveria marca distintiva melhor para Claire. 

Hoje usar L'HB seria como viajar no tempo, pois evoca as imagens nostálgicas dos tempos idos.

Conhecendo bem a história, percebe-se que essa referência literária ao produto é muito mais do que merchandising. É, na verdade, mais um simbolismo especial com a cortesia da Sra. Gabaldon.

17 de agosto de 2011

Do passado veio um presente...

Que Jamie Fraser é um herói arquetípico, todos sabem. Claro, perfeito ele não é. Tem lá o seu quinhão de defeitos, como todo mundo. Mas...se eu ficasse perdida em uma ilha, quereria ficar na companhia dele. Não só por ser lindo e ser o típico macho-alfa, seja lá o que isso signifique. Mas, espero que até o final do post fique claro o porquê da minha colocação.

Uma das características  marcantes dessa ficção criada pela Diana Gabaldon é o fato do enredo não se mostrar um romance de amor logo de cara. Tenho uma grande simpatia pela relação de Jamie e Claire por conta de que ela vai se construindo aos poucos. No início, não se esconde que Claire nutre uma grande simpatia por Jamie. Até virar uma atração, que ela própria irá reconhecê-la como tal, muita coisa acontece. Até virar amor consolidado há que se prescrever uma certa dose de convivênvia. E o casal obedece a prescrição direitinho. Mas, tenho que dizer: o olhar que Jamie tem da Claire é um pouco diferente. Apesar dele ser uma figura inescrutável e de natureza fechada (para todos, somente não para Claire), ele a elege para si mesmo desde o início; de forma, creio eu, inconsciente. Só para constar, o termo "sassenach" que soa pejorativo ao carregar uma atribuição de desvalor e desprezo, na boca de Jamie soa como uma designação afetiva.  

Por isso, um dos presentes mais lindos que ele dá para Claire é a confiança. Ele acredita e confia em Claire. Enquanto ela é encarada como espiã, uma  forasteira tantos pelos escoceses como pelos ingleses, Jamie revela a ela muitas confidências que lhe valhem a vida. Lembremos que a cabeça do cara estava a prêmio. E antes mesmo de contraírem matrimônio, ele claramente vendo algo especial nela que também seria para si, promete protegê-la:

Não precisa ter medo de mim. Nem de ninguém aqui, enquanto eu estiver com você. p.87

A Claire que não é besta, logo o percebe:

Para um jovem fugitivo, com inimigos desconhecidos, Jamie confiara demais em uma estranha. p.126

É isso. É lindo. Se fosse definir a relação de ambos em uma palavra, eu diria, sem pensar duas vezes: confiança.

Essa parceria improvável dá o tom mais afinado da história. Para que haja Claire, é preciso haver Jamie. E vice-versa.

16 de agosto de 2011

Claire e a mulher de Lot

A viajante do tempo traz muitas referências cristãs. Hoje vamos falar de uma referência bíblica importante inserida no primeiro capítulo da trama. Após o relato de Frank sobre ter visto o Jamie (presumivelmente, um fantasma) olhando para a janela do quarto de Claire, há uma breve DR (discussão da relação) entre marido e mulher. Frank fica com ciúme e com a pulga atrás da orelha. Claire, claramente ofendida com as insinuações do marido, demonstra-se relutante em corresponder ao abraço de trégua. Nesse momento, Claire se compara à mulher de Lot:
Permaneci petrificada como a mulher de Lot, mas ele insistiu, acariciando os meus cabelos e esfregando os meus ombros da maneira que sabia que eu gostava. (A viajante do tempo, p.28)

Essa metáfora revela muita coisa da condição da protagonista, especialmente, pelo fato de usar de tal comparação no instante em que está com Frank. O que me leva a pensar que talvez fosse então uma mensagem inconsciente de Claire. Talvez ela intuísse estar parada entre um lugar (ou condição) na qual não mais devesse permanecer e um lugar (ou condição) para onde devesse realmente ir. Como a mulher de Lot tentara preservar um vínculo que não lhe agregaria mais valor, talvez fosse essa a condição de Claire. Não à toa, Jamie aparece justamente nessa passagem.

A mulher de Lot também retrata a necessidade inadiável da escolha que nos paraliza. Com Claire não será diferente. Sua condição é bem definida pela Sra. Graham:
Há a folha curvada para uma viagem, mas está cruzada pela folha quebrada que significa permanecer no lugar. (A viajente do tempo, p.36)


15 de agosto de 2011

Sr. Crook

Considerando o background científico da Diana Gabaldon, fato este que reflete e explica muito da sua escrita meticulosa, deduzo que nada do que é mostrado na trama esteja ali a esmo, sem um para quê planejado e definido. E saindo um pouco do enigmático primeiro capítulo (uma das melhores introduções de romances já feitas, na minha humilde opinião), eis que no segundo capítulo surge a figura misteriosa do Sr. Crook. Bom, além da importantíssima missão de mostrar a Claire alguma plantas raras da região, ele vai mais além. Ele se "encarrega" de apresentá-la à colina Craigh na Dun. E eu sempre me pergunto: foi de caso pensado ou mero acaso? Saberia o Sr. Crook de algo? 

Se lembrarmos que o combinado foi o de mostrar plantinhas para Claire, porque ele disse que pretendia mostrar-lhe Craigh na Dun depois do lanche? Foi o que ele disse. E se tomarmos a palavra pretender no sentido de " ter por objetivo", é possível que  de alguma forma ele tenha planejado o grande evento daquele dia? O fato de observá-la, com um sorriso afável, (Ou seria um sorriso de um sabe-tudo? Um sorriso em nada inofensivo?) circular por entre as pedras e tocar em uma delas não lhes parece sugestivo demais? E um senhor idoso subir e descer uma ribanceira íngreme é algo "sui generis"; como a Claire notara ao dizer que ele provavelmente tinha as pernas mais firmes do que as delas.

Sempre achei que aí tem.

A título de curiosidade aí vai o significado do vocábulo crook em inglês segundo o dicionário Michaelis:

crook
n 1 gancho. 2 curva, curvatura. 3 dobramento, arqueamento. 4 peça curvada. 5 cajado, bordão de pastor. 6 coll pessoa desonesta, trapaceiro, escroque. 7 genuflexão. • vt+vi 1 curvar, entortar. 2 curvar-se. by hook or by crook de qualquer modo. he has a crook in his nature ele tem maneiras esquisitas.

11 de agosto de 2011

A preparação de Claire

A caracterização da Claire, personagem central do livro,  é o exemplo de como fazer uma literatura engajada sem ser explícito, leia-se, chato. Houve uma preocupação em fugir do estereótipo da fragilidade e, por conseguinte, das idealizações que impõe à mulher um papel de perfeição. A Claire é irônica, divertida, desbocada, mas sem perder a elegância que lhe reserva um ar de autoridade. Provida de dores e amores, mas sem perder a calma e a praticidade; é assim que a vejo. Vale destacar a composição dada à ela e à sua trajetória na trama. Díficil não ver que todos os caminhos de sua vida a levariam até Craigh na Dun, o portal megalítico. Porém, é mais do que isso. Sua vida ao lado do tio arqueólogo fez com que transitasse no mundo como uma nômade. Experiência que lhe será vital após a passagem no círculo de pedras. Difícil não ver a influência do tio (que detestava conflitos pessoais, chapéus femininos) em sua vida. E se Claire teve jogo de cintura para enfrentar às Highlands dos idos de 1700s, foi graças ao seu tio Lamb que, muito habilmente, lhe mostrara a dureza da vida de arqueólogo. Além disso, o casamento com Frank, professor universitário, não a afastou da vida nômade, muito pelo contrário. E, claro, o seu  ofício de enfermeira na segunda grande guerra foi, sem dúvida, mais uma experiência desse intensivão que a preparou para o que estava por vir: A grande viagem.

10 de agosto de 2011

A viajante do tempo - O primeiro capítulo.



Esse é o primeiro livro da série. E o mais querido. É onde tudo começa, é onde a autora nos fornece pistas e não faz economia na descrição e no detalhamento da trama e de seus personagens. O primeiro capítulo exerce em mim um apelo especial. É a primeira vez que Claire, Jamie e Frank aparecem em um capítulo. Talvez seja essa a única vez. É um capítulo para se guardar na memória pelas inúmeras referências do passado, presente e futuro nele contido. Mas vou tratar disso depois.