Crédito: baby-boi
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28 de setembro de 2011
17 de agosto de 2011
Posted by Vivi
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Que Jamie Fraser é um herói arquetípico, todos sabem. Claro, perfeito ele não é. Tem lá o seu quinhão de defeitos, como todo mundo. Mas...se eu ficasse perdida em uma ilha, quereria ficar na companhia dele. Não só por ser lindo e ser o típico macho-alfa, seja lá o que isso signifique. Mas, espero que até o final do post fique claro o porquê da minha colocação.
Uma das características marcantes dessa ficção criada pela Diana Gabaldon é o fato do enredo não se mostrar um romance de amor logo de cara. Tenho uma grande simpatia pela relação de Jamie e Claire por conta de que ela vai se construindo aos poucos. No início, não se esconde que Claire nutre uma grande simpatia por Jamie. Até virar uma atração, que ela própria irá reconhecê-la como tal, muita coisa acontece. Até virar amor consolidado há que se prescrever uma certa dose de convivênvia. E o casal obedece a prescrição direitinho. Mas, tenho que dizer: o olhar que Jamie tem da Claire é um pouco diferente. Apesar dele ser uma figura inescrutável e de natureza fechada (para todos, somente não para Claire), ele a elege para si mesmo desde o início; de forma, creio eu, inconsciente. Só para constar, o termo "sassenach" que soa pejorativo ao carregar uma atribuição de desvalor e desprezo, na boca de Jamie soa como uma designação afetiva.
Uma das características marcantes dessa ficção criada pela Diana Gabaldon é o fato do enredo não se mostrar um romance de amor logo de cara. Tenho uma grande simpatia pela relação de Jamie e Claire por conta de que ela vai se construindo aos poucos. No início, não se esconde que Claire nutre uma grande simpatia por Jamie. Até virar uma atração, que ela própria irá reconhecê-la como tal, muita coisa acontece. Até virar amor consolidado há que se prescrever uma certa dose de convivênvia. E o casal obedece a prescrição direitinho. Mas, tenho que dizer: o olhar que Jamie tem da Claire é um pouco diferente. Apesar dele ser uma figura inescrutável e de natureza fechada (para todos, somente não para Claire), ele a elege para si mesmo desde o início; de forma, creio eu, inconsciente. Só para constar, o termo "sassenach" que soa pejorativo ao carregar uma atribuição de desvalor e desprezo, na boca de Jamie soa como uma designação afetiva.
Por isso, um dos presentes mais lindos que ele dá para Claire é a confiança. Ele acredita e confia em Claire. Enquanto ela é encarada como espiã, uma forasteira tantos pelos escoceses como pelos ingleses, Jamie revela a ela muitas confidências que lhe valhem a vida. Lembremos que a cabeça do cara estava a prêmio. E antes mesmo de contraírem matrimônio, ele claramente vendo algo especial nela que também seria para si, promete protegê-la:
Não precisa ter medo de mim. Nem de ninguém aqui, enquanto eu estiver com você. p.87
A Claire que não é besta, logo o percebe:
Para um jovem fugitivo, com inimigos desconhecidos, Jamie confiara demais em uma estranha. p.126
É isso. É lindo. Se fosse definir a relação de ambos em uma palavra, eu diria, sem pensar duas vezes: confiança.
Essa parceria improvável dá o tom mais afinado da história. Para que haja Claire, é preciso haver Jamie. E vice-versa.
Posted in A viajante do Tempo, Claire, Jamie
16 de agosto de 2011
Posted by Vivi
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A viajante do tempo traz muitas referências cristãs. Hoje vamos falar de uma referência bíblica importante inserida no primeiro capítulo da trama. Após o relato de Frank sobre ter visto o Jamie (presumivelmente, um fantasma) olhando para a janela do quarto de Claire, há uma breve DR (discussão da relação) entre marido e mulher. Frank fica com ciúme e com a pulga atrás da orelha. Claire, claramente ofendida com as insinuações do marido, demonstra-se relutante em corresponder ao abraço de trégua. Nesse momento, Claire se compara à mulher de Lot:
Permaneci petrificada como a mulher de Lot, mas ele insistiu, acariciando os meus cabelos e esfregando os meus ombros da maneira que sabia que eu gostava. (A viajante do tempo, p.28)
Essa metáfora revela muita coisa da condição da protagonista, especialmente, pelo fato de usar de tal comparação no instante em que está com Frank. O que me leva a pensar que talvez fosse então uma mensagem inconsciente de Claire. Talvez ela intuísse estar parada entre um lugar (ou condição) na qual não mais devesse permanecer e um lugar (ou condição) para onde devesse realmente ir. Como a mulher de Lot tentara preservar um vínculo que não lhe agregaria mais valor, talvez fosse essa a condição de Claire. Não à toa, Jamie aparece justamente nessa passagem.
A mulher de Lot também retrata a necessidade inadiável da escolha que nos paraliza. Com Claire não será diferente. Sua condição é bem definida pela Sra. Graham:
Há a folha curvada para uma viagem, mas está cruzada pela folha quebrada que significa permanecer no lugar. (A viajente do tempo, p.36)
Posted in A viajante do Tempo, Claire, Frank, Jamie
10 de agosto de 2011
Posted by Vivi
with 3 comments
Esse é o primeiro livro da série. E o mais querido. É onde tudo começa, é onde a autora nos fornece pistas e não faz economia na descrição e no detalhamento da trama e de seus personagens. O primeiro capítulo exerce em mim um apelo especial. É a primeira vez que Claire, Jamie e Frank aparecem em um capítulo. Talvez seja essa a única vez. É um capítulo para se guardar na memória pelas inúmeras referências do passado, presente e futuro nele contido. Mas vou tratar disso depois.
Posted in A viajante do Tempo, Claire, Frank, Jamie
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